Jaguatirica é encontrada morta em Tupaciguara na MGC-452
Foto: Polícia Militar de Meio Ambiente/Divulgação

Motoristas que passavam pela rodovia estadual visualizaram o felino caído no acostamento e acionaram as autoridades policiais nas primeiras horas do dia. Devido ao porte físico e aos padrões de manchas da pelagem, algumas pessoas confundiram o animal com um filhote de onça. No entanto, os policiais militares confirmaram logo depois a identificação correta da espécie.
Após os procedimentos iniciais de registro, a equipe policial recolheu o corpo da jaguatirica e o encaminhou diretamente para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU).
Exames laboratoriais e monitoramento da fauna do Cerrado
De acordo com a médica veterinária Thaís Silva, o HV-UFU recebeu o corpo do felino na tarde desta quarta-feira. Agora, a equipe de profissionais vai realizar uma necropsia detalhada e exames laboratoriais complementares para emitir o laudo final sobre as causas da morte do animal.
“O animal examinado é um macho adulto e saudável. A presença dessa espécie específica é bastante comum em toda a nossa região de Cerrado. Nós já iniciamos os primeiros procedimentos de análise e o resultado oficial deve ficar pronto em cerca de dez dias”, informou a médica veterinária.
Além de constatar as causas físicas da morte, a produção desse tipo de laudo ajuda as autoridades ambientais de Minas Gerais a monitorar de perto os reais impactos que o tráfego de veículos pesados e de passeio provoca diretamente na fauna nativa da região.
Características do terceiro maior felino das Américas
A jaguatirica (Leopardus pardalis) ocupa a posição de terceiro maior felino de todo o continente americano, ficando atrás apenas da onça-pintada e do puma. Este animal possui porte médio, hábitos predominantemente noturnos e uma alimentação exclusivamente carnívora.
Graças à sua grande agilidade, o mamífero consegue escalar árvores com extrema facilidade e também nadar de forma eficiente, características importantes para a sua sobrevivência nas matas ciliares que compõem o ecossistema regional.
Por: Regionalzão