Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, havia uma arma de fogo próxima ao corpo. A perícia da Polícia Civil foi acionada para apurar as circunstâncias da morte.
Desaparecimento mobilizou força-tarefa
Romário desapareceu no domingo (3), após sair para pedalar. Ele foi visto pela última vez por volta das 14h30, em uma estrada de terra na região da Ponte do Arco, na zona rural da cidade. Uma câmera de monitoramento registrou o momento.
Desde então, uma força-tarefa foi montada para tentar encontrá-lo. O Corpo de Bombeiros contou com o apoio de voluntários, drones térmicos, motociclistas e análise de rotas feitas pelo ciclista em aplicativos esportivos.
O último sinal do celular foi identificado na madrugada de segunda-feira (4), por volta de 0h16, após triangulação feita com apoio de uma operadora de telefonia. A partir desse ponto, as buscas passaram a se concentrar em áreas de mata e propriedades rurais.
De acordo com familiares, ele praticava o esporte há anos.
Drones foram usados nas buscas
Desde as primeiras 24 horas do desaparecimento, o Corpo de Bombeiros utiliza drones térmicos, capazes de identificar humanos e animais por meio do calor corporal, na tentativa de localizar o ciclista.
Os bombeiros também analisaram as rotas que o ciclista costumava fazer por meio do aplicativo Strava. Todos os trajetos registrados foram percorridos pelas equipes, sem sucesso.
Sinal de celular levou equipes a cafezal
As equipes de resgate chegaram a solicitar autorização judicial para acessar dados mais precisos do celular do ciclista. O último sinal do celular foi identificado em uma área de cafezal, mas, no local, nenhum vestígio foi encontrado.
Na terça-feira (5), com apoio da operadora Algar Telecom, foi possível triangular a última recepção de dados do celular de Romário, registrada às 00h16 do dia 4 de maio. A partir dessa informação, as buscas foram direcionadas para uma área específica. No entanto, como a triangulação é feita com base em torres de sinal, não é possível apontar um local exato.
Ainda segundo os bombeiros, familiares identificaram um possível sinal de localização do celular por meio do GPS do aparelho. Com base nessa informação, equipes se deslocaram até um cafezal na região conhecida como Boassara, onde o sinal teria sido captado.
Os trabalhos ficaram concentrados em um raio de aproximadamente 10 quilômetros a partir do ponto indicado pela triangulação.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação contou com três equipes em campo e três viaturas, dois drones e cerca de 10 motocicletas de trilha, conduzidas por voluntários que auxiliaram nos trabalhos de busca.
Por: G1