Idosa perde R$ 34 mil em golpe do falso advogado após criminoso usar dados do processo em Uberaba
Delegacia da Polícia Civil de Uberaba — Foto: Loise Monteiro/TV Integração
Uma idosa de 78 anos foi vítima do golpe do falso advogado e perdeu R$ 34 mil na tarde de quarta-feira (8), em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) como estelionato e até a última atualização desta reportagem ninguém havia sido preso. O criminoso, segundo os militares, demonstrava conhecimento sobre o processo judicial da vítima.

🔎O golpe do falso advogado é uma fraude em que criminosos se passam por profissionais da área jurídica, utilizam informações reais de processos e convencem a vítima de que há valores a receber, como indenizações ou precatórios. Para liberar o suposto dinheiro, exigem pagamentos antecipados por PIX ou boleto, explorando a pressa e o medo das pessoas com documentos falsos.
De acordo com relato da idosa, ela recebeu mensagens de um número desconhecido e a pessoa se apresentou como seu advogado em uma ação judicial em andamento. Ele informou que o processo teria recebido a decisão favorável e para que o valor fosse liberado, seria necessário o pagamento antecipado de R$ 34 mil, supostamente como garantia do êxito processual e honorários advocatícios.
Convencida pela forma como o golpista descreveu os dados do processo, a vítima realizou a transferência via PIX para a conta indicada.
No entanto, após o pagamento, o criminoso afirmou que a transação não havia sido concluída e solicitou um novo depósito. Nesse momento, a idosa desconfiou da solicitação e procurou sua agência bancária presencialmente.
No banco, o gerente alertou que se tratava de um golpe de estelionato e tentou bloquear a transação. Além de orientar a vítima a registrar um boletim de ocorrência.
O g1 entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que informou, em nota, ter instaurado procedimento para apurar o caso. A corporação destacou que outras informações serão repassadas ao término dos trabalhos investigativos.
Por: G1