Segundo o professor Mário Abbud Filho, coordenador do estudo, os rins sofrem inflamações quando estão fora do corpo, o que eleva o risco de complicações e faz com que sejam frequentemente descartados.
"O objetivo é empregar o medicamento anakinra, já aprovado no Brasil, considerado seguro e integrado à prática médica para melhorar as condições do órgão antes do transplante", afirma Mário ao g1.
A bióloga Ludimila Leite Marzochi, doutoranda em ciências da saúde pela Famerp, explica que o propósito é "tratar o rim fora do corpo antes do transplante", usando o medicamento para reduzir a inflamação do órgão.
A ideia surgiu diante da alta taxa de descarte de rins no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), mais de 30 mil pessoas aguardam por um transplante renal. Apesar do aumento na captação, cerca de 30% dos rins de doadores falecidos são descartados anualmente por não atenderem aos critérios pré-estabelecidos para a realização do procedimento.
Com base nesse cenário, estima-se que a estratégia possa viabilizar o uso de 20% a 30% dos rins atualmente considerados inadequados.
Por: G1