Segundo André, a macaca fêmea estava muito fraca, abrindo apenas os olhos. Contudo, após receber água e cuidados ao longo da noite, começou a dar sinais de recuperação. Na manhã desta segunda-feira (31), a Prefeitura de Paulo de Faria se prontificou e realizou o transporte do primata até a Polícia Ambiental.
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André Renato Dorta Souza, presidente da ONG responsável por cuidar de sagui ferido na Rodovia SP-322 — Foto: Arquivo pessoal
"Honestamente, achei que ela não fosse sobreviver. Mas ela tomou bastante água e, quando chegou à Polícia Ambiental, já estava se movimentando mais e tentando até sair da caixa", explicou André.
O animal foi recolhido pela Polícia Ambiental de São José do Rio Preto (SP), a qual se comprometeu a fazer o tratamento necessário para o sagui e avaliar se ela terá condições de retornar à natureza. Segundo André, a suspeita é de que a macaca tenha sido atropelada.
“Por ter ficado muito tempo no sol, à beira da rodovia, ficou desidratada e ainda mais fraca. Quando chegou para nós, estava abrindo apenas os olhinhos, sem muitos movimentos. Honestamente, achei que ela não fosse sobreviver, mas, hoje cedo, ela estava se movimentando mais. Ela teve muita sorte”, disse o presidente da ONG.
Ao g1, a Polícia Ambiental informou que o animal morreu na tarde desta segunda-feira.
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Polícia Ambiental em São José do Rio Preto (SP) — Foto: Google Street View
O professor também reforçou a necessidade de intervenções às margens da rodovia, como a implantação de alambrados que forcem a passagem dos animais por baixo da pista e a criação de passarelas suspensas para primatas.
Segundo André, além de preservar a fauna regional, tais medidas reduzem significativamente o risco de colisões graves e aumentam a segurança dos próprios motoristas.
André Renato atua em resgate de animais há mais de 10 anos, principalmente de vítimas de acidentes em rodovias. “Esses animais têm uma taxa de mortalidade em resgates muito alta, boa parte das vezes já não há mais tempo", explicou o integrante da ONG.
Um dos principais fatores que influencia o auxílio a esses animais é a falta de suporte dos órgãos oficiais para atender às demandas na cidade, de acordo com o professor. Outro ponto relevante é a falta de instrução para a população sobre como agir diante da situação.
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Trecho do Trevo de Orindiúva (SP) — Foto: Reprodução/Google Maps
“Quando um animal desses é encontrado, não há informações corretas sobre acomo proceder. Muitas vezes, só os motoristas ou moradores entrarem em contato já aumenta as chances de resgate e sobrevivência desses animais. Nesse caso, em específico, tivemos a sorte de conseguir falar com a prefeitura e eles puderam levar o animal, mas nem sempre isso é possível”, explicou André.
André ainda conta que não há nenhum veterinário próximo à cidade que possa ajudar. Logo, esses animais ficam praticamente abandonados à própria sorte. À reportagem, a Prefeitura de Paulo de Faria informou em nota que animais silvestres resgatados não podem ser tratados nas clínicas veterinárias tradicionais do município, pois essas unidades são estruturadas para atendimento de animais domésticos e de rua, como cães e gatos.
Por: G1