De acordo com a mãe, o menino foi encaminhado pela médica pediatra para o HCM após os exames de sangue e raio-X não apontarem alterações. Mesmo após a primeira avaliação no hospital, Miguel recebeu alta, sem uma resposta concreta para o problema.
“Os médicos falavam que ele era um mistério. Ao mesmo tempo que tinha ‘cara’ de vários diagnósticos, não tinha ‘cara’ de nada. Meu coração de mãe sabia que tinha algo errado”, relembra Jenifer.
Sem melhora, Miguel voltou ao hospital quatro dias depois, no dia 18 de abril. Após novos exames e suspeita de infecção, um médico decidiu internar o menino para investigação.
Entre as idas e vindas do hospital, Jenifer percebeu que o filho sentia alívio ao levantar os braços. Diante das incertezas, uma ressonância identificou uma lesão considerada incomum pelos especialistas.
Um caroço no outro braço de Miguel levou os médicos a solicitarem uma biópsia, enviada para análise em Botucatu (SP). O resultado, emitido no dia 7 de maio, confirmou a histiocitose de células de Langerhans (HCL), considerada um tipo de câncer no sangue, embora diferente das formas mais comuns da doença. Segundo a mãe, a condição se comporta como uma doença inflamatória.
“Eu sou enfermeira e nunca tinha ouvido falar nessa doença. Quando a médica disse que era um tipo raro de câncer, eu quase infartei, porque perdi meu pai para essa doença”, lamenta Jenifer.
Por: G1