Segundo a Polícia Civil, a jovem furtava mercadorias variadas, como ovos de Páscoa, chinelos, carnes, camarão e outros produtos alimentícios. Os furtos aconteciam diariamente e, em algumas ocasiões, mais de uma vez no mesmo dia. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 26 mil.

A investigação começou em 8 de abril, após a empresa denunciar furtos que estariam ocorrendo desde o início de 2025. Em depoimento, a jovem confessou parcialmente os fatos.
Se aproveitou de função estratégica
De acordo com a Polícia Civil, a jovem trabalhava no setor responsável pelos pedidos de mercadorias feitos por clientes via WhatsApp. Com isso, tinha acesso direto à separação dos produtos, à conferência dos itens e ao sistema interno de entregas.
A investigação aponta que a ex-funcionária retirava mercadorias sem registro no sistema e solicitava a separação dos produtos como se fossem pedidos reais de clientes. No entanto, essas compras não eram registradas nem pagas e, posteriormente, eram entregues por funcionários do supermercado à casa da investigada.
Segundo a polícia, parte dos produtos também era revendida a terceiros.
A fraude foi descoberta após a identificação de inconsistências no estoque do supermercado, principalmente durante conferências internas de mercadorias. Conforme a Polícia Civil, imagens do circuito de videomonitoramento flagraram, de forma recorrente, a atuação da investigada.
A Polícia Civil informou ainda que a jovem foi contratada duas vezes pelo supermercado. Ela trabalhou no estabelecimento no ano anterior e, posteriormente, foi recontratada por mais 65 dias.
O inquérito foi concluído na terça-feira (12) e encaminhado à Justiça e ao Ministério Público.
Por: G1